Apps interativos criados no Gemini agora podem ser exportados para um rascunho privado no Google Sites. Isso encurta o caminho para compartilhar uma ferramenta com a equipe. Antes de publicar, vale conferir se ela funciona com os dados previstos e se o acesso corresponde ao público desejado.
O Google anunciou a integração em 19 de outubro de 2026. No app do Gemini, a opção Exportar > Google Sites abre um novo rascunho, que pode ser editado e publicado. Segundo o anúncio, a exportação dispensa copiar código ou reconstruir o app. É necessário ter acesso ao Gemini e, em organizações, permissão para criar e editar sites. As políticas existentes do Sites e do Drive continuam valendo.
Do protótipo à entrega
Para quem cria ferramentas com IA, essa passagem resolve uma dificuldade concreta: levar uma ideia interativa a outras pessoas sem refazer a apresentação. Uma calculadora de estimativas ou uma atividade de treinamento são exemplos de usos possíveis, não modelos prontos prometidos pelo anúncio.
A facilidade de distribuição também torna mais importante uma revisão pequena e deliberada. Um resultado convincente durante a criação pode falhar quando outra pessoa informa um valor vazio, interpreta um campo de outra forma ou tenta abrir o endereço sem as permissões esperadas.
Minha recomendação é começar com um uso de baixo impacto e dados fictícios. Defina um resultado esperado antes de testar. Em uma calculadora de estimativas, por exemplo, escolha valores cujo resultado você consiga conferir manualmente. Depois, experimente uma entrada incompleta e observe se a ferramenta explica o problema ou produz uma resposta que parece válida.
Confira também a versão que o destinatário vai receber. Peça a um colega autorizado para abrir o site, executar a tarefa e dizer onde teve dúvida. Esse teste ajuda a separar o entendimento de quem construiu da experiência de quem vai usar.
A integração anunciada não demonstra, por si só, precisão dos cálculos, adequação para informações confidenciais ou manutenção futura. Esses critérios dependem do app e do contexto de uso. Registre quem revisa a ferramenta e a quem recorrer quando aparecer um erro.
Para aprofundar, veja por que um app interno criado com IA precisa de responsável pela manutenção e como definir o que conta como entrega.
O próximo passo pode ser pequeno: escolha um app, teste uma entrada comum e uma incompleta e confirme quem consegue abrir a versão compartilhada.
Fonte: anúncio do Google Workspace, de 19 de outubro de 2026.